Nesse último final de semana (5 e 6) a China botou em funcionamento um reator com o objetivo de produzir energia a partir da fusão nuclear. O aparelho, chamado de HL-2M Tokamak, fica na cidade de Chengdu e foi apelidado de "Sol artificial" devido a sua capacidade de atingir a temperatura de 150 milhões de graus Celsius, a qual é aproximadamente 10 vezes a do núcleo do Sol, que atinge apenas 15 milhões.

Atualmente, a busca pela produção de energia usando fusão nuclear é uma necessidade, devido a sua capacidade de produzir quantidades gigantescas de energia, sem causar um grande impacto ambiental. Sendo assim, esse Sol artificial é um grande avanço para o ramo energético mundial.

O processo de fusão nuclear consiste basicamente em: Juntar dois átomos leves em um mais pesado, e cada reação, é gerado um produto absurdo de energia, liberando uma pequena quantidade de carbono e mínimos resíduos. Sendo esse, o mesmo processo que ocorre no núcleo do nosso Sol e nas demais estrelas.

Lembrando que o processo de produção de energia nuclear mais conhecido, o que solta materiais radioativos e prejudiciais no ambiente, não deve ser confundida com o funcionamento do reator, já que funciona de maneira oposta a fusão nuclear, onde os átomos mais pesados são quebrados tornando-se mais leves.

Vários entusiastas acreditam que a fusão nuclear pode substituir por completo a utilização de combustíveis fósseis, os quais necessitam da queima e liberam muitos resíduos causadores de impactos ambientais severos.